quarta-feira, 5 de maio de 2010

Resposta à Notificação Extra-Judicial encaminhada em 04 de maio de 2010

Na última terça-feira foi protocolada no Sinpro uma notificação extra-judicial da Sindicooperativas (Sindicato das Cooperativas do Estado de São Paulo, sub-sede Leste), assinada por Inácio Junqueira Moraes Junior, também presidente da Cenacope (Central Nacional das Cooperativas dos Profissionais da Educação). O documento solicita a retirada da matéria "Fraudocoopeativas lesa trabalhadores" que divulgamos em nosso site, apelando para o "bom senso" e contando com nossa "pronta consciêntização".
Leia aqui a resposta que encaminhamos tanto à Cenacope como ao Sindicooperativas a respeito da notificação:

Você deve rezar pelo bem do patrão
e esquecer que está desempregado
(...)
Você deve aprender a baixar a cabeça
E dizer sempre: "Muito obrigado"

(Gonzaguinha)

O Sinpro Guarulhos desde sua fundação em 2001 adotou uma prática combativa diante dos desmandos cometidos contra os direitos dos trabalhadores. Desde aquele período que a contratação de professores por meio de cooperativas é responsável por expressivo volume de denúncias de docentes que se sentem lesados com tal prática.
O nosso sindicato é signatário de um tipo de sindicalismo combativo e atuante na defesa dos interesses da classe trabalhadora, em especial, dos professores. Nesse sentido, não podemos nem iremos compactuar com qualquer tipo de estratégia que, sob o pretexto de diminuir o índice de desemprego, tem se valido de uma conjuntura extremamente desfavorável para os trabalhadores, a fim de suprimir direitos duramente conquistados.
Nosso posicionamento contrário ao cooperativismo no âmbito da educação está fundamentado também numa série de pareceres jurídicos favoráveis a opinião que defendemos. Das aproximadas vinte e cinco ações que tramitam na Justiça do Trabalho, já ganhamos em primeira instância 23. Além disso, o posicionamento da Gerência Regional do Trabalho em Guarulhos também tem encetado a necessidade de reprimir tal forma de contratação.
É de espantar que o Sindicooperativas e a Cenacoope ainda insistam em pressionar – ou até mesmo tentar intimidar - o Sinpro Guarulhos no sentido de nos dissuadir do posicionamento político que temos. A “exigência” para que retiremos do nosso site matéria intitulada Fraudocooperativa lesa trabalhadores é descabida, pois o Sinpro Guarulhos se vale dos meios que têm, entre eles o site, para divulgar assuntos de interesse da categoria.
Ademais, um diálogo franco, como proposto inicialmente pelos representantes do Sindicooperativas, não significa, em nenhuma hipótese, que aceitamos e/ou acatamos o posicionamento defendido por estas entidades. Divergimos explicitamente daqueles que defendem a contratação de professores através de cooperativas e não nos furtamos a qualquer diálogo, desde que a pauta não seja a retirada de direitos dos professores.
A defesa dos direitos adquiridos, tanto quanto sua ampliação, é dever legítimo de todo sindicato comprometido com a categoria que representa, assim como da luta geral dos trabalhadores - e é nesse princípio que estão fundamentadas as ações do Sinpro Guarulhos.
Reafirmamos integralmente o conteúdo da matéria referida, destacamos sua relevância e atualidade. Se ainda assim os representantes da Cenacoope e Sindicooperativas insistirem em adotar “medidas judiciais cabíveis”, entendemos que a Justiça deve se pronunciar diante de impasses, mas jamais servir como instrumento de ameaça e intimidação por parte de quem quer que seja.
Curiosamente o mesmo Sr. Inácio assina ambas as correspondências enviadas ao Sinpro Guarulhos, uma como Presidente do Ramo do Trabalho do Sindicooperativas e outra como Presidente da Cenacoope, trata-se sem dúvida de um caso bastante peculiar!
Por fim, destacamos que a epígrafe da canção de Gonzaguinha ilustra, com profunda ironia, o comportamento geral que não deve ser esperado por parte da diretoria do Sinpro Guarulhos.

Atenciosamente,

Andréa L. Harada Sousa
Presidente - Pela diretoria do Sinpro Guarulhos

quarta-feira, 28 de abril de 2010

RESULTADO DAS ASSEMBLÉIAS

As assembléias realizadas em 23/4 dicidiram os seguintes pontos da nossa Campanha:
Ensino Básico:
No 5º dia útil de maio, os Professores devem receber os salários já reajustados. O reajuste aprovado foi de 5,5%, que deve ser pago retroativo a março. O PLR, cujo pagamento deve ser realizado até 15 de outubro de 2010, ficará em 21%. Se a empresa peferir diluir o PLR nos 12 meses do ano, o reajuste concedido deve subir para 7,25%.
Em 2011, serão concedidos: a média dos índices inflacionários + 1,2% de reajuste real e 21% de PLR até 15 de outubro de 2011.
Foi criada uma comissão que deverá discutir, até novembro deste ano, as regras para o pagamento da hora tecnológica. Esse prazo é necessário para definir os critérios e o ajuste nas escolas.
Ensino Superior:
A proposta apresentada pelo sidicato patronal (SEMESP) é indecente: 4% a partir de março de 2010 e 1,18% a partir de fevereiro de 2011, abaixo, portanto, da média da inflação. Os Professores do ensino superior rejeitaram a proposta e as negociações devem continuar.
Com relação ao pagamento do horário tecnológico, os patrões continuam intransigentes.
Em 29/4 haverá nova rodada de negociações.
Sesi/Senai:
O reajuste para Professores do Sesi e Sanai será de 6,5%.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sobre a Campanha Salarial

APESAR DAS DIFICULDADES DE NEGOCIAÇÃO, A CAMPANHA SALARIAL 2010 CONTINUA EM ANDAMENTO...
Confira as informações tiradas do site da nossa Federação - http://www.fepesp.org.br :
Os SINPROs e a FEPESP continuam insistindo numa contraproposta razoável dos patrões. Para furar o bloqueio, estão construindo uma proposta por dois anos.
Existe concordância na renovação da maior parte das cláusulas sociais. Os principais problemas ainda estão no reajuste e no pagamento do trabalho tecnológico.
O que é o trabalho tecnológico?
É o trabalho novo que está sendo agregado ao professor por meio de plataformas interativas. É preciso diferenciar as atividades que já eram realizadas anteriormente (incluídas na hora-atividade) daquelas que foram adicionadas ao trabalho docente. O envio de notas online no lugar das tarjetas e a entrega de provas já digitadas são exemplos de atividades que não foram acrescidas, mas sofreram substituição do meio (do papel para o digital), ainda que se reconheça o ganho evidente para a escola. Situação bastante diferente são as plataformas nas quais os professores postam exercícios e conteúdo dado nas aulas e interagem com alunos e coordenadores. Essas ferramentas potencializam o trabalho, agregam novas atividades e exigem uma disponibilidade crescente do professor, ainda que a distância.
E com o SEMESP (sindicato das instituições de Ensino Superior)...
Houve um pequeno avanço nas negociações. O sindicato patronal já reconheceu que pelo menos a inflação tem que ser garantida. Por outro lado, o SEMESP trouxe um novo problema para a mesa de negociações: a bolsa de estudo para os dependentes dos professores. A proposta de transferir as bolsas para os SINPROs foi recusada pelos sindicatos e pela FEPESP.
SESI/SENAI:
Os SINPROs e a FEPESP continuam negociando as cláusulas sociais com o SESI e o SENAI. Como se sabe, os professores do SESI e do SENAI aceitaram o índice de 6,5%, mas recusaram algumas mudanças nas cláusulas sociais. Por esse motivo, os Acordos Coletivos não foram assinados e o reajuste ainda não foi aplicado. A FEPESP espera concluir as negociações até o dia 13/04. Dessa forma, os salários pagos no final do mês poderão ser pagos com o reajuste e a diferença retroativa a março. Entre as cláusulas recusadas pelos professores do SESI estão a definição de atividade docente e o treinamento remunerado, para alguns professores, durante uma semana no recesso. Esta última tem sido a questão mais complicada. No ensino superior, o SENAI reconheceu que os professores devem ganhar por orientação de TCC, mas ofereceu duas aulas por semana independentemente do número de orientandos.
NÃO ESQUEÇA: Assim que o reajuste for negociado, as Instiuições devem pagar as diferenças salariais retroativas a março. A nova Convenção Coletiva será redigida e entregue nos SINPROs.

terça-feira, 30 de março de 2010

INFORME CAMPANHA SALARIAL

Os professores dos três segmentos da categoria (Ed. Básica, Ens. Superior e SESI e SENAI) reunidos em assembleia no Sinpro Guarulhos dia 24/03 rejeitaram as contrapropostas patronais.
Portanto, as negociações não foram concluídas. Na mesma assembléia, os professores autorizaram o Sinpro a dar continuidade às negociações com os sindicatos patronais, a fim de chegar a um acordo que atenda às reivindicações da categoria.
A recomposição das perdas inflacionárias, aumento real e pagamento da “hora tecnológica” (uma das principais bandeiras da campanha salarial) são pontos de maior resistência dos patrões, que alegam “dificuldades financeiras” para não conceder o aumento real, além daquelas de caráter técnico, administrativo e, novamente, econômico para o pagamento da hora tecnologia.
Veja quais foram as propostas patronais:
EDUCAÇÃO BÁSICA:
Reajuste:
- 2010: reposição da inflação (5,2) e PLR de 21%
- 2011: reposição da inflação, aumento real de 1,2% e PLR de 24%
Outras cláusulas:
O sindicato patronal (SIEEESP) não quer incluir cláusula que garanta o pagamento do trabalho tecnológico.
Situação: A proposta foi rejeitada pelas assembléias de todos os Sinpros, integrantes da Fepesp (Federação dos Professores do Estado de São Paulo). As negociações continuam.
ENSINO SUPERIOR:
Reajuste:
- 2010: 4% de reajuste (não repõe sequer a inflação de 5,18%).
- 2011: 1,18% de reajuste para repor a inflação de 2010.
Outras cláusulas:
- Sobre o pagamento do trabalho tecnológico, propõem que seja por meio da livre negociação entre mantenedores e professores de cada instituição de ensino.
Situação: A proposta foi rejeitada pelas assembléias de todos os Sinpros integrantes da Fepesp. As negociações continuam.
SESI/SENAI:
Reajuste:
- 6,5% a partir de março de 2010.
Outras cláusulas:
- mudança em algumas: contrato por prazo determinado, horas extras, realização de cursos no recesso etc.Situação: O índice de reajuste foi rejeitado nas assembléias de Guarulhos e Santos. A maioria das assembléias rejeitou as alterações nas cláusulas. As negociações continuam.
Acompanhe o blog da campanha:

quarta-feira, 24 de março de 2010

EM APOIO AOS PROFESSORES DA REDE PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO


Os Professores do SESI e do Senai, reunidos em assembleias no dia 24/03, e as entidades abaixo assinadas manifestam irrestrito apoio à APEOESP e ao movimento dos professores da rede pública estadual.

A greve, iniciada em 08/02/2010, é uma demonstração de coragem contra a desastrosa política educacional que vem sendo implementada nas escolas públicas do Estado de São Paulo.

O autoritarismo e a falta de respeito com que o Secretário de Educação, Sr. Paulo Renato Souza, se dirige aos professores revelam arrogância, despreparo e irresponsabilidade.
Por esses motivos, registramos nossa solidariedade e desejamos que a luta seja vitoriosa.


Assembleia Estadual dos Professores do SESI e SENAI, em 24 de março de 2010.

· Federação dos Professores do Estado de São Paulo
· Sindicato dos Professores de Campinas e Região
· Sindicato dos Professores do ABC
· Sindicato dos Professores de São Paulo
· Sindicato dos Professores de Osasco
· Sindicato dos Professores de Guarulhos
· Sindicato dos Professores de Jundiaí
· Sindicato dos Professores de Santos
· Sindicato dos Professores de S.José do Rio Preto
· Sindicato dos Professores de Valinhos e Vinhedo
· Sindicato dos Professores de Mogi Guaçu e Itapira
· Sindicato dos Professores de Indaiatuba, Itu e Salto
· Sindicato dos Professores de Jaú
· Sindicato dos Professores de Sorocaba
· Sindicato dos Professores de S. José dos Campos
· Sindicato dos Professores de Bauru
· Sindicato dos Professores de Araçatuba
· Sindicato dos Professores de Franca
· Sindicato dos Professores de Ribeirão Preto
· SINTEEP de Presidente Prudente
· Sindicato dos Professores de Taubaté
· Sindicato dos Professores de Araraquara
· Sindicato dos Professores de S. José dos Campos
· Sindicato dos Professores de Bauru