terça-feira, 16 de outubro de 2012

Tem atividade no Sinpro este final de semana!

Neste sábado, dia 20/10, às 10h, haverá uma palestra ministrada pelo Professor Doutor Evaldo Piolli (Faculdade de Educação da UNICAMP)*. A palestra é gratuita, voltada para todos os  Professores e Professoras. 


Estudos sobre o trabalho docente relacionados à produtividade e a qualidade da escola.






EMENTA: Uma análise do processo de trabalho nas escolas públicas e privadas e as diferentes abordagens teóricas sobre o trabalho docente. A ideologia da qualidade e da produtividade nas políticas de governo e seus efeitos nas nos ambientes escolares. A autonomia controlada nos modelos de avaliação de produtividade e da qualidade da escola. A intensificação e a precarização do trabalho e seus efeitos na construção da identidade e da saúde. 


Haverá certificado aos participantes.


Aos interessados: ligue no Sinpro (2472-7098) ou envie um e-mail (contato@sinproguarulhos.org.br) com nome completo, telefone e instituição onde leciona. As vagas são limitadas.


*Mini-currículo:

É sociólogo e professor efetivo do Departamento de Políticas, Administração e Sistemas Educacionais (DEPASE) da Faculdade de Educação da UNICAMP. É doutor em Educação pela Universidade Estadual de Campinas. É professor do programa de Pós-graduação em Educação da UNICAMP e pesquisador do Laboratório de Gestão Educacional - LAGE na linha de pesquisa "Gestão, saúde e subjetividade". Pesquisador na área da Educação, com ênfase em sociologia, atuando principalmente nos seguintes temas: gestão educacional, política educacional e trabalho docente.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Aos professores do SESI


Professores do SESI que trabalharem nas eleições de domingo terão dois dias de descanso. Essa folga não precisa ser imediata: ela poderá ser gozada até o final do ano letivo. Os dias devem ser escolhidos em comum acordo com a direção da escola.

Essa decisão surgiu de uma proposta feita pela Fepesp e sindicatos e aceita pelos representantes do Sesi na reunião da Comissão de Acompanhamento, realizada em São Paulo, no dia 02/10.

Se houver informação em contrário, ela não é válida. Pedimos para que, neste caso, o professor ligue no sindicato. A Fepesp já entrou em contato com o Sesi para que a decisão acordada na Comissão de Acompanhamento seja divulgada nas unidades escolares.

Ficamos à disposição para esclarecimentos.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

UNIESP/FACIG ATRASA PAGAMENTO


A UNIESP adquiriu a FACIG no final do primeiro semestre desse ano e desde a aquisição ainda não pagou salários, nem férias dos professores. Tudo indica que os problemas tendem a se intensificar.

O Sinpro Guarulhos após receber as primeiras denúncias de atraso nos pagamentos de salários e das férias, convocou a instituição para uma reunião a fim de solucionar – por meio do diálogo – os problemas que os docentes e os alunos estão enfrentando. Os representantes da instituição, por seu turno, pediram adiamento da reunião e só na última segunda feira (24 de setembro) estiveram no Sinpro, alegando não ter trazido a documentação solicitada devido aos vários problemas relativos à  transição de FACIG para UNIESP. Apesar disso afirmaram convictamente que todos os pagamentos tinham sido efetuados.

Solicitamos então que no prazo de duas semanas nos apresentassem todos os comprovantes de pagamento e demais documentos da nova instituição. Contudo, não tardou  para que a farsa fosse revelada: professores que contataram o Sinpro logo após a reunião desmentiram a informação de que os pagamentos tinham sido efetuados.

É importante destacar que o Sinpro Guarulhos desde sua fundação tem denunciado e orientado os docentes a não aceitarem qualquer outra modalidade de contratação no ensino privado que não seja celetista, sobretudo as contratações por meio de fraudocooperativas, como era o caso da quase totalidade dos docentes na FACIG. Por isso a UNIESP alega que os pagamentos das férias não são de sua responsabilidade e sim da cooperativa, muito embora haja professores contratados também por regime de CLT.


O histórico da UNIESP em outras regiões do estado demonstra que educação e respeito aos trabalhadores não são prioridades em sua administração e, nesse cenário, pagam a conta os professores e os alunos. É sintomático o volume de denúncias e reclamações de alunos no “reclame aqui”, aliás uma busca rápida sobre a UNIESP Guarulhos e nos deparamos com uma avalanche de notícias negativas a respeito dessa instituição.

Entendemos que é necessário estarmos organizados e mobilizados para fazer frente aos ataques aos direitos dos professores e alunos que a UNIESP, em tão pouco tempo, promoveu. Por isso, solicitamos aos docentes que entrem em contato com o Sinpro Guarulhos e apresentem suas demandas, diante disso poderemos  conjuntamente decidir quais medidas serão adotadas para frear os abusos dessa instituição.

Leia aqui a última matéria a respeito da UNIESP publicada em nosso site.


Professores não fiquem só. Fiquem sócios. Juntos podemos mais.

Sindicato é pra lutar!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Aumenta a exploração do trabalho


Por Vito Giannotti, no jornal Brasil de Fato

Há pessoas politicamente cegas, que pensam que o mundo do trabalho mudou. A exploração não é mais aquela dos séculos 19 ou 20. Por isso, é preciso mudar a política. A classe operária não está mais na miséria como antigamente. Esse é o papo de quem quer justificar o abandono da luta pelo socialismo e de sua adesão ao pensamento neoliberal. Isto é a aceitação do pensamento único, há 30 anos hegemônico. É claro que o mundo mudou, que a realidade do trabalho mudou, mas o fundamento do lucro do capital continua a ser a exploração e a opressão dos trabalhadores. A imposição de condições de vida e trabalho absolutamente desumanas. E o capital hoje, como sempre, prende, tortura e mata quem contesta ou faz morrer de miséria e de exploração sem fim. 

No mês de agosto o mundo assistiu a dezenas de mortes provocadas pela repressão policial a serviço dos patrões nas minas de ouro da África do Sul. Quem mandou matar? Não foi Deus e nem o Diabo. Foram os donos das grandes corporações que exploram o ouro, diamantes, ferro e mil outras riquezas daquele continente há séculos. Essa é a história da África, o continente mais saqueado pelas potências europeias para acumular suas riquezas. Nas mãos de quem? De um punhado de capitalistas, respeitosamente chamados de empresários.

No Norte do mesmo continente, no Marrocos, há outra forma de matar trabalhadores, ou melhor, trabalhadoras. As duas maiores empresas pesqueiras da Holanda pescam camarões no Mar do Norte e os levam até o porto de Tanger, no Marrocos, para que sejam descascados. Lá estão instaladas as fábricas de descascamento onde trabalham mulheres, geralmente jovens entre 14 e 18 anos, por 12 horas por dia e em ambiente com baixíssima temperatura. No fim do mês levam para casa 60% do salário mínimo nacional. As adolescentes são tratadas como meras peças de reposição. Devido ao ritmo de trabalho e às péssimas condições, perdem sua capacidade produtiva aos 18, ficam aleijadas depois de quatro anos de trabalho. 

O mundo inteiro veste roupas ou sapatos do maior exportador mundial, a China. O segundo produtor mundial é Bangladesh. Lá a exploração é das mais terríveis. A imensa maioria das trabalhadoras ganha de 25 a 37 dólares mensais. Sim, de 50 a 80 reais. Vivem em favelas monstruosamente grandes, sem nenhuma condição humana de vida. Há constantes greves e manifestações de protesto, sempre reprimidas a tiros pela polícia dos patrões. Eles querem continuar com a mão de obra mais barata do mundo. Esta é a lógica do capital. 

E na Europa? Grécia, Espanha, Irlanda, Portugal, Itália? Lá a moda é falar da crise e com isso aumentar a exploração e retirar direitos trabalhistas. E aqui no Brasil? Sim, há quase pleno emprego, mas várias medidas estão sendo armadas para “flexibilizar” as leis trabalhistas e diminuir os custos da mão de obra. Este é o mundo do capital. O nosso mundo, o do trabalho, precisa ser construído.