quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Moção de repúdio


Moção de repúdio ao autoritarismo do Grão-Chanceler da PUC-SP
 e de apoio ao movimento grevista da universidade

Repudiamos a atitude do Grão-Chanceler D. Odilo Scherer pela nomeação arbitrária da candidata menos votada nas últimas eleições ao cargo de reitor da PUC-SP. Ao nomear reitora da universidade a professora Anna Cintra, D. Odilo Scherer contraria a decisão soberana das urnas manifestada pela comunidade acadêmica, desrespeita a histórica tradição democrática da PUC-SP, que inspira e inspirou docentes e universitários de todo país, e viola abertamente a autonomia universitária.
Portanto, repudiamos a autoritária nomeação da professora Anna Cintra para reitora da PUC-SP e reivindicamos o legitimo movimento grevista que hoje sai em defesa do projeto de educação historicamente construído na PUC-SP.

Todo apoio ao movimento grevista na PUC-SP!
Pela soberania e autonomia universitárias!


Diretoria do Sindicato dos Professores e Professoras de Guarulhos.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Anhanguera retoma expansão em ensino a distância


Por Beth Koike | De São Paulo

Após três anos sem a criação de novas unidades de ensino a distância, a Anhanguera vai retomar a abertura de polos. O grupo educacional planeja ter mais 200 unidades dessa modalidade de ensino em 2014. "Vamos dobrar o atual número de polos que temos hoje", disse Ricardo Scavazza, presidente da Anhanguera.

Ainda em relação à expansão orgânica, a companhia prevê no próximo ano a inauguração de cinco campi, cujas localidades não foram reveladas.

A Anhanguera também volta a avaliar aquisições, depois de mais de um ano focada na consolidação da compra da Uniban. "Vão ser aquisições seletivas, coisas pequenas. Não queremos aumentar nosso endividamento, nem levantar recursos", disse Scavazza. O executivo afirmou que tem preferência por grupos educacionais de ensino presencial.

A companhia registrou, no terceiro trimestre, crescimento de 36% no volume de novos alunos de graduação e pós-graduação quando comparado a um ano antes. Essa expansão foi puxada pelos cursos presenciais, cujo número de matrículas aumentou 43%. Desconsiderando a compra da Uniban, a Anhanguera registrou alta de 23% na captação de estudantes de cursos presenciais e de 26% no ensino a distância.

"Neste ano, estamos crescendo a patamares muito superiores aos dos períodos anteriores. Até o ano passado, nossa taxa de crescimento em cursos presenciais era de 10%", disse Scavazza.

A mola propulsora dessa expansão é o Fies, financiamento estudantil do governo que está registrando forte demanda neste ano por causa da flexibilização nas regras de concessão. A companhia encerrou o terceiro trimestre com 60 mil alunos estudando com ajuda do Fies. Esse volume representa cerca de 20% do total de alunos de cursos presenciais no ensino superior.

A aquisição da Uniban também refletiu fortemente no lucro líquido que somou R$ 48 milhões, um aumento de 173% sobre igual trimestre do ano passado. A receita líquida avançou 36,5% para R$ 422,2 milhões. Considerando apenas o crescimento orgânico, a alta foi de cerca de 20% tanto no lucro quanto na receita.

A margem Ebitda caiu de 25,9% para 21,7% no terceiro trimestre por conta do aumento nas despesas de marketing e no custo dos serviços prestados.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O Colégio Adventista e o Dia D


“Dia D” é um termo militar que designa certa data em que um ataque será realizado. No Colégio Adventista, o “Dia D” (o qual o Sinpro Guarulhos já havia denunciado no início deste ano) ocorreu no último domingo, 21/10. Nesta data cada professor teve que garantir as rematrículas de 2013 dos alunos de uma determinada sala, ligando para os pais e cumprindo outras funções administrativas. 

De acordo com nossa Convenção Coletiva, é terminantemente proibido o desvio da função de professor. Além disso, toda atividade exercida fora do horário habitual de trabalho é considerada hora-extra. A remuneração extra (que aos domingos possui acréscimo de 100% sobre a hora normal recebida) deve ser paga e discriminada em holerite no salário do mês vigente. É importante destacar que atividade extra não deve ter caráter de convocação, apenas de convite. Isso significa que o professor que não puder ou não quiser comparecer não arcará com nenhum prejuízo.

Nesta semana, porém, fomos surpreendidos com o elevado número de denúncias, inclusive de alguns pais de alunos, acerca do ocorrido. Muitos professores se sentem intimidados pela direção do colégio. Eles reclamam principalmente do excesso de trabalho e do autoritarismo da instituição. Realmente o dia 21/10 foi o “Dia D” no Adventista: “Dia D” atacar os direitos que nossa categoria tanto lutou para conquistar; “Dia D” explorar a mão de obra dos professores; “Dia D” exigir que os professores trabalhassem em seu dia de descanso.

Este boletim, além de expor à comunidade escolar tal situação, tem como finalidade mobilizar os professores contra os abusos que o Colégio Adventista vem cometendo. Durante muito tempo o Sinpro Guarulhos se emprenhou em dialogar com a instituição. Temos documentos de convocação para reuniões que datam de 2010. O colégio, porém, além de ignorar nossas solicitações, vem mantendo sua prática de lesar os direitos dos professores. Chega!

Professor(a): entre em contato com o seu sindicato, vamos nos mobilizar!


SINDICATO É PRA LUTAR!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Uniformização na UnG


Na semana passada os docentes e demais trabalhadores da UnG receberam um comunicado que os advertia em relação ao uso adequado de vestimentas. O referido documento afirma que a informalidade de alguns trajes não condiz com o ambiente formal de trabalho e é, portanto, passível de sanções administrativas.

        A quantidade de restrições elencadas no comunicado nos leva  à seguinte reflexão: pretenderia a direção da UnG adotar o modelo de  regimento interno típico da ditadura militar, que visava a uniformização de roupas e comportamentos ?

        Ora, a extensão da lista salta aos olhos. Possivelmente fosse mais objetivo a direção da universidade afirmar o que pode, já que não pode sandália alta, nem baixa, nem aberta... nem brincos exagerados, nem perfumes exagerados, nem decotes exagerados!!! Qual parâmetro de exagero utilizado pela UnG? Trata-se sem dúvida de um critério subjetivo e generalizante que, por essas características, não pode produzir outro efeito que não o profundo constrangimento a que submeteu os trabalhadores.

        Em flagrante contradição com o espírito acadêmico que deve zelar pela autonomia e pela independência na formação de seus alunos, a UnG promove o famoso “faça o que falo, mas não o que faço”, já que institui uma política de vestimentas pretendendo com isso a utilização de uniformes, quando deveria orientar sua prática pelo respeito à diversidade (social, cultural, étnica...) que caracteriza a educação. Do mesmo modo, consideramos que ao alardear genericamente sua “política de vestimentas” a UnG o faz em detrimento da formação e do conhecimento de seus docentes.

Propomos, então, que a Universidade, ao invés de se preocupar com as vestimentas de seus funcionários, passe a se preocupar com questões mais relevantes de  seu papel de mantenedora: quem sabe a UnG crie uma “política para pagamentos dos salários na data correta”? Quem sabe a UnG passe a se preocupar com as reduções, essas sim, exageradas, nas cargas horárias dos professores a cada início de semestre?




Sindicato é pra lutar!
Professor (a), não fique só, fique sócio (a)!